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Wednesday, February 22, 2006


Jovens Repórteres visitam as minas do Braçal

Abandono da terra, abandono da memória

Nós somos um grupo de estudantes da Escola Secundária de Sever do Vouga, a quem no âmbito do projecto Jovens Repórteres para o Ambiente, dinamizado pelo nosso professor de Moral, foi dada a tarefa de fazer uma reportagem sobre um problema ambiental. Decidimos escolher o Braçal como local da nossa reportagem, uma vez que tomámos conhecimento de depósito de lixo nessa zona. Temos, então, por fim “denunciar” o acontecimento com o fim de melhorar o nosso concelho. Para fazer a reportagem, nada melhor que começar por visitar o local, e assim o fizemos.
A aventura começa na vila. Quando chegámos ao Braçal para fazer a reportagem, já éramos 7 jovens. Começámos por apreciar a paisagem e, obviamente, tirar algumas fotografias.
A estrada era em terra batida. Ao nosso redor o que mais se observava eram árvores. Era uma vista simples, mas bonita, transmitia tranquilidade. Ao longe, começámos a avistar uma chaminé e aproximámo-nos. Estava abandonada e em pleno estado de deterioração. A informação que obtivemos foi a de que aquela chaminé servia para expulsar o fumo das minas do Braçal.
«“Eureka!” Encontrámos uma lixeira.» – É óbvio que estas pessoas não conhecem o significado de caixote do lixo, nem mesmo Natureza, pois se assim fosse não lhe apresentávamos, a si, esta Reportagem.”
Continuámos caminho e um cheiro esquisito a óleo e um pequeno curso de água acompanhavam-nos ao longo da nossa jornada. A uns metros do Braçal, um ruído começava a impor-se nos nossos ouvidos. Ficámos ali, especados, enquanto o barulho se ouvia cada vez mais. Seguidamente, avistámos algumas motos 4x4 e dois ciclistas. O local era húmido e a presença de uma cascata era evidente.
Quando chegámos ao Braçal as nossas faces estavam espantadas. Era um local belo e romântico, perfeito para namorar, explorar e praticar desporto. Era bastante calmo e sereno, raramente se ouvia algum ruído surdo. Sentimos um pedacinho da nossa História. Enfim, um local a preservar!
A casa principal era a que estava em melhor estado. Era um belo edifício, embora estivesse também em degradação. Apenas uma pequena entrada permitia o acesso para o seu interior. O soalho, em madeira, estava coberto de velhos arquivos e papéis, já sem utilidade. Além da casa, os nossos olhos renderam-se, inevitavelmente, à beleza do jardim que a circundava. Adorámos estar lá!
Chegou a hora de voltarmos para casa. Além de transmitirmos a importância do Braçal, queremos relembrar o interesse da nossa reportagem: a poluição; e demonstrar a nossa tristeza e revolta quanto ao que vimos. Os pequenos amontoados de lixo e a lixeira principal foram os motivos da nossa insatisfação quanto ao tratamento que é dado à Natureza. Foi uma vista lamentável e desejamos que os principais responsáveis por tal acto negligente tomem as necessárias medidas para resolver a situação. Na actualidade, o problema de toda a Humanidade é a preservação do Ambiente e todos nós, enquanto seres humanos, devemos fazer por isso.
Claro que a nossa visita ao local não pôde ser só de trabalho, mas também de muita diversão e, por isso, quando chegou a hora de deixar aquele lugar, combinámos que um dia havíamos de lá voltar. Aconselhamos, também, a toda a gente a fazer o mesmo, pois foi, em outros tempos, local de trabalho de muitas pessoas e, além disso, é um sítio como há poucos na nossa região. Porque não conhecê-lo?
Esperamos que o principal objectivo da nossa reportagem seja atendido: a limpeza do Braçal e a preservação de toda a sua natureza, pois devemos defender o que de nosso é bom e ter em conta a importância histórica de um lugar como este para a nossa região.


Jovens repórteres para o ambiente (9ºC) – Augusto Cruz, Diogo Santos, Fábio Martins, Gustavo Amaral, Gustavo António, Hugo Graça, João Silva, João Bastos, João Moreira, Roberto Carlos, Joana Filipa, Joana Costa, Luciana Pereira, Margarida Raimundo, Tânia Martins

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