Friday, May 07, 2004
Sever do Vouga: a “eucaliptização”
Não só em Sever do Vouga, mas por todo o Portugal, deparamo-nos com um grave problema, a que se decidiu chamar “eucaliptização”. Trata-se da plantação excessiva de eucaliptos, acabando por esquecer as espécies regionais, indígenas, que, assim, estão a deixar de ser plantadas, podendo-se colocar em risco a sobrevivência destas espécies.
Porquê o eucalipto?
O eucalipto relativamente a outras espécies florestais oferece muitas vantagens. É colhido em apenas 7,8 anos para a produção de celulose, quando atinge cerca de 35 metros de altura. O eucalipto tem o dobro da produtividade de espécies coníferas e da maioria das árvores nativas. O eucalipto tem diversas aplicações industriais. Com ele produz-se a celulose, utilizada no fabrico de papel. Dele são extraídos óleos essenciais com que se fabricam produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios. Com a sua madeira são produzidas tábuas, sarrafos, vigas, postes, etc. E assim se prova a veracidade do que alguns insistem em dizer: “Por todas as riquezas vindas da sua cultura, o eucalipto pode ser considerado uma verdadeira "árvore de negócios". Nas empresas que o utilizam como sua matéria-prima, esse conceito é ainda mais amplo, gerando inúmeros frutos económicos e sociais que se estendem às comunidades.”
Assim se compreende a grande adesão à plantação desta árvore, pois é de crescimento rápido e, assim sendo, os lucros com a venda da madeira virão também mais rápido.
Mas a plantação desta árvore traz graves consequências, como já vimos. Se nos limitarmos a plantar somente eucaliptos e esquecermos as outras espécies, as nativas, arriscamo-nos a que estas entrem em risco de extinção e acabem mesmo por desaparecer. Por outro lado, esta árvore de origem australiana é também uma grande consumidora de água.
Quando plantados perto de nascentes, os eucaliptos, ao desenvolver as suas raízes, impedem, por vezes, a deslocação da água para a saída, além de absorverem muita dessa água, diminuindo este recurso natural.
Assim, é necessário começar a investir mais nas espécies indígenas como o carvalho ou o sobreiro, e deixar para segundo plano as espécies exóticas (eucalipto) que de alguma maneira interferem na flora portuguesa, alterando-a.
JOVENS REPÓRTERES PARA O AMBIENTE
Ana Cristina Ferreira, Ângela Cristina Pereira, Carla Simões, Daniel Ferreira, Edmundo Soares, Eduardo Ventura, Elisabete Lopes, Fábio Domingues, Filipe Silva, Lúcia Gonçalves, Márcia Rodrigues, Maria de Fátima Almeida, Mário Silva, Marisa Bastos, Vera Marta, Sara Tavares, Soraia Macedo, Tiago Covelo, Márcio Domingues (alunos do 10ºC).
PROFESSORES COORDENADORES
Luís Silva e Ana Carla Dias
Não só em Sever do Vouga, mas por todo o Portugal, deparamo-nos com um grave problema, a que se decidiu chamar “eucaliptização”. Trata-se da plantação excessiva de eucaliptos, acabando por esquecer as espécies regionais, indígenas, que, assim, estão a deixar de ser plantadas, podendo-se colocar em risco a sobrevivência destas espécies.
Porquê o eucalipto?
O eucalipto relativamente a outras espécies florestais oferece muitas vantagens. É colhido em apenas 7,8 anos para a produção de celulose, quando atinge cerca de 35 metros de altura. O eucalipto tem o dobro da produtividade de espécies coníferas e da maioria das árvores nativas. O eucalipto tem diversas aplicações industriais. Com ele produz-se a celulose, utilizada no fabrico de papel. Dele são extraídos óleos essenciais com que se fabricam produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios. Com a sua madeira são produzidas tábuas, sarrafos, vigas, postes, etc. E assim se prova a veracidade do que alguns insistem em dizer: “Por todas as riquezas vindas da sua cultura, o eucalipto pode ser considerado uma verdadeira "árvore de negócios". Nas empresas que o utilizam como sua matéria-prima, esse conceito é ainda mais amplo, gerando inúmeros frutos económicos e sociais que se estendem às comunidades.”
Assim se compreende a grande adesão à plantação desta árvore, pois é de crescimento rápido e, assim sendo, os lucros com a venda da madeira virão também mais rápido.
Mas a plantação desta árvore traz graves consequências, como já vimos. Se nos limitarmos a plantar somente eucaliptos e esquecermos as outras espécies, as nativas, arriscamo-nos a que estas entrem em risco de extinção e acabem mesmo por desaparecer. Por outro lado, esta árvore de origem australiana é também uma grande consumidora de água.
Quando plantados perto de nascentes, os eucaliptos, ao desenvolver as suas raízes, impedem, por vezes, a deslocação da água para a saída, além de absorverem muita dessa água, diminuindo este recurso natural.
Assim, é necessário começar a investir mais nas espécies indígenas como o carvalho ou o sobreiro, e deixar para segundo plano as espécies exóticas (eucalipto) que de alguma maneira interferem na flora portuguesa, alterando-a.
JOVENS REPÓRTERES PARA O AMBIENTE
Ana Cristina Ferreira, Ângela Cristina Pereira, Carla Simões, Daniel Ferreira, Edmundo Soares, Eduardo Ventura, Elisabete Lopes, Fábio Domingues, Filipe Silva, Lúcia Gonçalves, Márcia Rodrigues, Maria de Fátima Almeida, Mário Silva, Marisa Bastos, Vera Marta, Sara Tavares, Soraia Macedo, Tiago Covelo, Márcio Domingues (alunos do 10ºC).
PROFESSORES COORDENADORES
Luís Silva e Ana Carla Dias